Pensamentos ao vento

Queria que meu conhecimento sobre “as coisas da vida” aumentasse com o tempo. Que eu aprendesse a aceitar que nada pode ser feito em relação ao sofrimento do outro, especialmente quando ele (o sofrimento) é inerente da nossa própria existência. Queria que nem sempre houvesse um universo em meu espírito.

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Pra não dizer que não falei das flores

Honestamente, estou com o saco cheio de toda essa intolerância. Dessa incapacidade em aceitar o outro, o diferente, o divergente e de reconhecer nele capacidade e inteligência equivalentes ou superiores à sua própria. Estou cansado dessa necessidade (quase doentia) de estar “certo”. E estas mesmas características que eu abomino nos outros, encontro-as, uma a uma, em mim mesmo. Sou eu, então, ao mesmo tempo, acusado e acusador. Réu, juiz e carrasco. E aqui, neste lugar …

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Pequenas gentilezas da vida

Abro a porta do elevador e, enquanto alcanço as chaves no bolso, a luz do corredor se acende. À frente do meu apartamento, uma caixa enorme. Era o fogão que eu encomendara, entregue durante a minha ausência. Mas, a parte mais curiosa ainda estava por vir. Afixada à caixa, havia uma pequena nota, de um dos meus vizinhos. Ele pedia, gentilmente, pela caixa. Queria construir uma casa de papelão para os netinhos. Sorri. Desembalei o …

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