Certa vez um amigo perguntou como estava a minha rotina diária e qual era a primeira coisa que eu fazia ao acordar. Atualmente, eu ligo no atendimento das 2 maiores empresas de telecomunicações do País, para brigar. É isso que eu faço todo santo dia. :-(

Não podia só funcionar? Será que é pedir/esperar muito? Enquanto nem o básico funciona, estão por aí vendendo planos Ultra/Flash/Megablaster de velocidade. É só um marqueteiro inventar um nome de plano idiota qualquer, para “disfarçar” a péssima qualidade do serviço e do atendimento/suporte e parecer que fizemos um ótimo negócio adquirindo o plano em questão. Somos reféns das empresas que existem no Brasil e raramente optamos pela melhor empresa, mas pela “menos” pior. Já nem sei mais se certas coisas têm solução…

E antes que perguntem, já fiz o ritual de purificação da alma: atendimento várias vezes, ouvidoria algumas vezes e Anatel. Talvez (e eventualmente) resolvam o meu caso particular. Mas isso é tapar o sol com a peneira. É só mais uma solução paliativa em um País cheio de soluções paliativas. Quando as coisas só se resolvem pela intervenção de uma agência reguladora/fiscalizadora, tem algo de *muito* errado.

Sem contar a sensação de parecer uma criança novamente. Já imagino a cena. Estou brincando com os meus irmãos e/ou amigos e preciso “apelar ” para uma figura de autoridade (nossos pais ou professores): – Ô Anatel, olha essa operadora! Ela não está brincando direito de novo :-/. Ridículo.