Já há algum tempo, eu queria escrever este texto. Depois de enrolar tanto, hoje, ao acordar, olhei no relógio e no Facebook e me toquei que o dia da mulher não foi ontem, mas que era hoje  (sou péssimo com datas :-P ). Seria muito tosco aproveitar este dia e escrever de uma vez?

Espero que as minhas palavras não sejam usadas contra mim. Espero. Mas escrever parece ser a coisa certa a fazer. Parece que, mesmo à minha maneira torta, eu devo prestar a minha homenagem às mulheres que fizeram ou que fazem parte da minha vida pessoal e profissional.

Só vou pedir que me perdoem mais uma vez, especialmente por este trecho aqui, mas devo ser sincero e dizer que elas, as mulheres, ainda me deixam completamente perdido e, vez por outra, ‘louco’. A frequente mudança de opinião, a paixão por roupas, sapatos e outros apetrechos, a constante preocupação em ‘estar bonita e em forma’, a hiper comunicatividade, etc e etc, mas, depois de alguns anos de vida, eu percebi que ficar perdido e louco é um preço pequeno a se pagar por tê-las em minha vida. Ridiculamente pequeno diante de tudo o que elas são.

A verdade é que a primeira coisa que me vem à mente, quando penso nas mulheres da minha vida, é que elas são indestrutíveis. Como podem parecer tão frágeis e, ao mesmo tempo, serem tão fortes? Não faz sentido. Quanto mais eu penso sobre o assunto, mais eu vejo como são duronas. Convivi com mulheres que carregaram a casa, a família e o trabalho nas costas. Convivi com mulheres que trabalharam de igual para igual ou melhor do que muito marmanjo por aí. Convivi com mulheres que perderam ambos os pais mais cedo do que o esperado, algo que acabaria comigo, mas que continuaram a viver. Convivi com mulheres que deram a volta por cima tantas vezes, que eu me pergunto se existe algo que possa derrubá-las. Fico, simplesmente, admirado.

Maior é minha surpresa quando eu penso que essas mesmas mulheres são capazes  de se anularem ou se doarem inteiramente se acharem que isso é o melhor para o casal, para a família ou para alguém que amem. Estão dispostas a sacrificar tanto, mas tanto, que eu não sei como ainda sobra algo para elas :-( É impressionante esse capacidade de colocarem a necessidade do outro antes das delas próprias. E nada tira da minha cabeça que o mérito das famílias existirem e resistirem (ou boa parte dele) é das mulheres.

Eu pensei em escrever tanta coisa, mas não consegui. Não consigo explicar como eu sinto. Posso apenas dizer que é uma honra ter essas mulheres em minha vida e que elas têm o meu respeito e a minha admiração por tudo o que fazem, por tudo o que podem fazer e por todo o amor que demonstram.

Uma das poucas coisas que eu aprendi sobre as mulheres é que se há algo que todo homem pode fazer por qualquer mulher na sua vida, não importa qual seja a relação entre eles, é estar lá para ela. Esteja lá e ajude-a quando ela pedir. Ela se encarregará de todo o resto.

E se você perceber que também conhece mulheres como as que eu descrevi aqui, dê os meus parabéns a elas pelo dia de hoje e considere-se uma pessoa de sorte :-)

PS1: eu ainda sou eu. O mesmo ‘velho’, chato, bravo, mal-humorado, reclamão e teimoso de sempre :-P

PS2: podem reclamar e brigar comigo, mas (por favor?) evitem comentários meigos. Afinal de contas, eu tenho uma reputação a zelar  ;-)