Em algum momento entre a adolescência e a vida adulta, nós nos acovardamos. Perdemos a nossa habilidade de lidar com o incerto, com a surpresa, com o erro, com o processo de descobrimento e redescobrimento do mundo.

Fugimos da insegurança e da incerteza como o Diabo foge da cruz. Procuramos certezas e queremos “ter razão” sobre tudo: amor, esporte, religião, política, …

Paramos de ouvir, de aprender e de nos modificar porque já estamos certos, já sabemos as “respostas”. São essas mesmas respostas que repetiremos a outros, várias e várias vezes, até que elas se tornem “verdades”.

Acabamos nos amarrando aos nossos hábitos e nos tornamos medíocres, uma sombra de tudo o que imaginávamos, quando crianças, que seríamos, quando adultos.

O mantra do “correr riscos calculados” torna-se a muleta da maioridade. A justificativa preferida para o nossa aversão à mudança, à vida.

Bah! Às favas com isso! Dá-me aqui o meu coração valente de volta! O mesmo que eu tinha quando pequeno…

Que o mundo volte a ser um lugar novo e desconhecido, que me reserva uma surpresa à cada esquina!

Que, quando eu não tiver certeza, eu responda com criatividade!

Que eu aja apesar dos meus medos e inseguranças, tal qual os heróis da minha infância!

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Para refletir, inspirar-se…

… e sorrir :-)