Eu vejo a solidão nas pessoas. Mesmo naqueles que a negam a qualquer custo. Aqueles que negam a si mesmos o ficar só, por medo do que possa vir a acontecer.

Vejo a solidão e a fragilidade humana, disfarçada de vontade de ver gente e de força. Há algo de belo, trágico e cômico nisso tudo.

No fim, não estamos todos sós “aqui dentro”? Perdidos em nossos pensamentos? Em quem nós somos? Em quem nós pensamos ser?

E, um dia, você encontra alguém que entende, que te entende. Ou que não te entende, mas que te aceita. Ou que gosta de fazer hora “ali fora”.

E, por um breve momento, tão rápido quanto um começo de lembrança, vocês ficam sós… juntos.