Hoje, enquanto almoçava, vi uma mariposa presa entre as lâminas de vidro de uma janela do restaurante.

Debatia-se, sem conseguir sair do lugar. Não sei se ela era grande demais para a passagem, se havia pouco atrito ali (para que se firmasse) ou se mariposas não conseguem andar para trás.

Sei que eu, na minha esquisitice costumeira, fiquei buscando uma forma de resgatá-la, sem machucá-la. Primeiro, com uma folha de papel e, depois com um canudo.

A situação da mariposa me fez pensar na minha própria: será que, por vezes, nossas limitações nos impedem de escaparmos de algumas “armadilhas” do destino ou de encontrarmos (sozinhos) uma solução para os nossos problemas? Será que, mesmo quando nos oferecerem ajuda, continuaremos presos ali?

Bom, e o que aconteceu com a mariposa?

Não sei ao certo. Mas eu gosto de pensar que ela conseguiu…

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