Honestamente, estou com o saco cheio de toda essa intolerância. Dessa incapacidade em aceitar o outro, o diferente, o divergente e de reconhecer nele capacidade e inteligência equivalentes ou superiores à sua própria. Estou cansado dessa necessidade (quase doentia) de estar “certo”.

E estas mesmas características que eu abomino nos outros, encontro-as, uma a uma, em mim mesmo. Sou eu, então, ao mesmo tempo, acusado e acusador. Réu, juiz e carrasco.

E aqui, neste lugar que carece daquele tolo e falso sentimento de conforto das supostas “verdades absolutas”. Aqui, onde não há mais ninguém para culpar, resta-me apenas perseverar. Perseverar e pedir, com todas as minhas forças e para todas as energias e entidades conhecidas e desconhecidas, que eu consiga crescer além das minhas limitações e que eu aprenda a lidar e a tratar (genuinamente) toda essa vida que diverge da minha própria, como igual.